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ADORAÇÃO: NO INÍCIO - Por Guilherme Kerr Neto
 
Diferente de todas as demais religiões do mundo o cristianismo se oferece como uma proposta de revelação. Desde as primeiras páginas da Bíblia, Deus aparece como alguém que deseja ser conhecido e se revelar, como um Ser poderoso sim, criador sim, soberano sim, competente sim, inteligente sim, mas acima de tudo como um ser em relação – um Deus que se relaciona que fala, qua age, que interfere, que intervém.
Digo que isso é diferente das demais religiões do mundo porque todas as outras mostram o homem em busca de Deus. A própria definição da palavra RELIGIÃO (do latim RE-LIGARE: ligar novamente) indica que o homem se percebe afastado de Deus, alienado, desligado, sozinho, meio largado – uma espécie de órfão cósmico, “menino-de-rua” da via Láctea. Por sentir-se assim ele sai a busca de Deus – e esse é o sentido da maioria das religiões conhecidas.
Só o Cristianismo (e suas raizes judáicas) mostram DEUS EM BUSCA DO HOMEM. E essa jornada começa bem no começo, no livro dos começos, o livro de Gênesis onde vemos Deus vindo “papear” com o casal Adão/Eva no cair da tarde. Que Deus é esse, que passa para nos visitar em casa? No mesmo livro, no capítulo seguinte homem e mulher quebram o pacto de amizade que tinham com o Deus Visitador e se escondem amendrontados no meio das árvores para escapar da Presença da qual é impossível escapar. De novo é Deus que sai a busca dos personagens pelados perambulando pelo jardim. É Deus quem chama. É Deus quem questiona. É Deus quem estabelece consequências e profetiza a possibilidade de restauração...
Para não ficar pesado demais, vou resumir – a Bíblia inteira é assim. A Bíblia é o livro que mostra Deus no encalço do homem/mulher desde que se afastaram por conta de sua desobediência primeira. Tanto que o autor de Hebreus (carta escrita aos judeus que se converteram ao Cristianismo no princípio da era cristã) diz que Deus “muitas vezes e de muitas maneiras tem falado aos nossos pais por meio dos profetas, mas nestes últimos dias nos falou por intermédio de Seu Filho... Ele é a imagem exata do Deus Pai...”
Para se começar a entender o que significa ADORAÇÃO precisamos ter bem clara esta primeira informação. Adoração começa com revelação. Sem revelação não existe adoração. Um deus (com minúscula mesmo) que especulamos, que criamos para nos “ajudar” no nosso desespero existencial, um deus menor que nós (pois se nós O fabricamos então Ele é menor que nós!) não pode (nem merece!) ser adorado. Por outro lado quando Deus se revela o primeiro sentimento que temos é de estarmos diante do Sagrado, diante do Grande, do Sublime, do Maravilhoso. A primeira reação é quase morrer. A segunda se sobrevivermos à primeira é tremer. A adoração começa quando Deus se revela e nós trememos, quando o órfão cósmico percebe que foi ele quem se afastou e não o Pai. Quando o filho pródigo percebe que o Pai já vem correndo abraça-lo e convida-lo para cantar e dançar porque “este filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado”.
E o DEUS VISITADOR nos convida: venha para a festa há muito preparada para este tempo de alegria. Isso é o começo, a gênese da adoração. Bem-vindo à festa, à mesa posta e ao tempo de celebração!

Guilherme Kerr Neto integrou várias equipes missionárias de Vencedores por Cristo, onde também atuou como missionário e destacou-se como um dos grandes incetivadores da música cristã brasileira. Campositor de várias canções cantadas pelo Brasil afora, hoje é pastor em Boca Raton - Flórida -USA (Waterways Ministries) e participa do Conselho de Referência do ISA.
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