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TIMBRES E EFEITOS PARA GUITARRA - Por Márcio Rocha
 
Se você é guitarrista, com certeza usa ou já deve ter usado pedais ou módulos de efeitos para “temperar” ou mesmo apenas para timbrar o som do seu instrumento. Sou um desses guitarristas que gostam de usar efeitos diversos para produzir timbres e sons que possam se adequar aos diferentes estilos musicais e para surpreender os ouvintes. Atualmente uso um set de pedais, contendo um compressor, um Wah-Wah, um pré-amplificador valvulado, um pequeno módulo e um delay, organizados em um pedal board. Uso também um sintetizador para guitarra e, em estúdio, gosto de usar alguns timbres do VG 8 da Roland. Já tive outros pedais e simuladores de amplificadores. O assunto é extenso e, com este artigo, não pretendo abordar o assunto com profundidade nem comentar sobre todos os efeitos existentes, mas gostaria de dar uma contribuição aos guitarristas cristãos, especialmente aos iniciantes no instrumento ou no uso dos principais efeitos. Com tantas opções de equipamentos disponíveis no mercado, e com tantos tipos de efeitos diferentes, a escolha e o uso dos efeitos tem gerado dúvidas e problemas, e vejo que existe pouca informação a respeito, a não ser os manuais dos próprios fabricantes. Algumas dicas e conselhos que dou podem ser úteis para você e até despertar a sua criatividade para usar o seu equipamento de forma que ainda não havia pensado.

Começando pelos amplificadores e caixas

O timbre de um instrumento depende de uma série de fatores. Na guitarra elétrica, a madeira usada para a fabricação do corpo ou do braço do instrumento, os tipos de captadores e a combinação deles, a espessura e as características das cordas, além de outros detalhes, influenciam o som que ouvimos, como resultado final. Além desses aspectos do próprio instrumento, existe ainda a timbragem dada pelos amplificadores e alto-falantes. Se você tem experiência ou um bom ouvido, já percebeu que existem diferenças entre variados amplificadores e caixas, e que cada um produz nuances diferentes de som. Uns soam mais graves, outros mais agudos, outros encorpam o som, outros reforçam mais os médios e assim por diante. Esse aspecto é muito importante, pois existem guitarristas que quase não usam efeitos. Apenas usam os recursos timbrais de seus amplificadores e conseguem tirar sons muito legais.

Pra começar, existem duas maneiras diferentes de usar e combinar amplificadores e caixas. Você pode usar um conjunto integrado contendo o amplificador e um ou mais alto-falantes (conhecidos como gabinetes ou “combos”), ou usar cabeçotes (amplificadores), preamplificadores e caixas em separado. Qual é a melhor forma? Na verdade, a questão não é qual é a melhor combinação amp. – caixa. A melhor combinação será aquela que se adequa ao seu gosto, aos estilos musicais que você toca e também aos seus recursos. Posso lhe dizer que, se você precisa de muita potência (principalmente para Rock), é melhor usar cabeçotes e caixas em separado, pois poderá combinar o uso de amplificadores em série e até escolher marcas diferentes de amplificadores e caixas que produzam maior sinal. Se não, existem combos muito bons, que simplificam a questão e produzem ótima resposta no palco ou em estúdio.

Valvulados ou transistorizados?

Prefiro o som dos amplificadores valvulados (cuja amplificação ou pré-amplificação é produzida com o uso de válvulas). Só conheci um amplificador transistorizado que soa quase tão agradável quanto um valvulado, que é o amp do combo Jazz-Chorus, da Roland. Já me disseram que os amplificadores pra guitarra, da marca Galien-Kruegger, transistorizados, também soam muito bem, mas ainda não tive a chance de testá-los pessoalmente. Os “amps” valvulados possuem um timbre clássico para a guitarra elétrica. Quando pude comprar o meu primeiro combo com amp valvulado (um Laney LC 50, que uso até hoje), nunca mais me satisfiz com som de amp. transistorizado. Além do timbre, os valvulados possuem em si um dos efeitos mais usados pelos guitarristas, que é a distorção, sobre a qual vamos comentar adiante. Existem hoje, marcas brasileiras que estão fabricando amplificadores tão bons quanto as estrangeiras, principalmente os valvulados. Os pontos negativos dos amps valvulados são relacionados aos seus preços, à fragilidade (quanto ao transporte e às intempéries ambientais) e aos seus pesos. Se você não pode adquirir um amplificador valvulado, tem a opção de usar um preamplificador valvulado ou um pedal valvulado que lhe darão um timbre próximo ao dos amps valvulados. Outra dica: Se você está pensando em adquirir um amp, valvulado (ou mesmo transistorizado), procure um que possua transformador toroidal, pois este tipo de transformador não produz ruído de fundo.

Simulação de amplificadores e caixas

Muitos guitarristas estão usando hoje módulos simuladores de amplificadores e combos. Alguns desses equipamentos realmente dão uma resposta muito semelhante à dos combos que eles simulam, com a vantagem da portabilidade. Outra vantagem é que, em estúdio, o timbre não se altera de uma música para outra, como ocorre se forem usados amplificadores e microfones. Ainda hoje, em estúdio, uso simuladores obtendo resultados muito bons, especialmente para timbres distorcidos. Em estúdio, geralmente todo o sistema é muito bom (desde a acústica da sala à qualidade dos equipamentos) e isso faz com que os simuladores realmente produzam o efeito esperado. Porém, quando são usados para se tocar ao vivo, os simuladores dependem diretamente da qualidade dos amplificadores, consoles, equalizadores e falantes utilizados tanto para o público (PA) quanto para o retorno. Em outras palavras, se o som for bom, o guitarrista ficará satisfeito com os timbres de seu instrumento e equipamento. Se for ruim, o guitarrista ficará frustrado. Como nem sempre tenho tocado em salas e ambientes com acústica e som de alta qualidade, prefiro usar combos. Outro problema da maioria dos simuladores é que eles alteram o som original do instrumento (o “som limpo”). Quando você possui um bom instrumento, que produz som limpo com timbre que lhe agrada, você quer tocar e ouvir exatamente esse som, e não ouvir o som alterado pelo simulador. A solução para isso é utilizar simuladores que possuam o recurso “by pass”, que anula o efeito da simulação quando for desejado. Assim, os simuladores são muito bons em estúdio, mas para tocar ao vivo é melhor “botar a mão na massa” e usar amplificadores, caixas e microfones.


Primeiro efeito: distorção

A maioria dos guitarristas gosta de usar o efeito da distorção, mas infelizmente nem todos sabem usá-lo adequadamente. A distorção é muito legal, quando usada no momento certo, na intensidade, no volume e equalização adequados. Ela produz um som rouco e com notas mais prolongadas, além de reforçar certas freqüências do som do instrumento, trazendo brilho e expressão aos solos ou bases. No meu entendimento, há três tipos básicos de distorção; a distorção do tipo overdrive, a High gain, e a fuzz. A maior ou menor intensidade e a equalização usada com cada um destes tipos de distorções irá produzir diferentes resultados que receberam, ao longo do tempo, diversas nomenclaturas (tais como blues distortion, boutique, metal etc.). As distorções podem ser produzidas por diferentes fontes, ou seja, (1) por circuitos valvulados de amplificadores ou pré-amplificadores; (2) por circuitos transistorizados (distorção analógica) de pedais ou racks; (3) por circuitos com tecnologia digital e; mais recentemente, (4) por simuladores de amplificadores. A distorção original é a valvulada. Os pedais ou racks analógicos, digitais e os simuladores de amps tentam imitar a distorção valvulada, oferecendo a vantagem da portabilidade, ou seja, de serem equipamentos leveis e fáceis de transportar, além da redução de ruídos. Já que comentamos sobre as diferentes fontes, quero me concentrar, a seguir, neste artigo, em dois aspectos no uso de distorção; primeiro, quanto à regulagem (ou programação da distorção); segundo, quanto ao tipo de distorção.

No tocante à regulagem e à programação de efeitos de distorção, basicamente o guitarrista deve trabalhar bem o tipo de distorção, o ganho, o volume e a equalização. Sei que é pessoal, mas não gosto de distorção tipo fuzz. Este tipo só fica bem com música “trash”, que, como o próprio nome diz, é um lixo. Prefiro usar overdrive (ou simplesmente drive) ou High Gain (que é um overdrive com alto ganho). O ganho deve variar de acordo com o estilo musical ou se a distorção está sendo usada para base ou solo. Em geral, para base, não fica muito bem usar ganho muito intenso. Use (para base) o ganho de drive ou High gain mais ou menos na metade. Para solos, pode-se usar maiores intensidades. Como conselho geral, procure evitar equalizar com muito agudo, pois se torna irritante com a distorção. Pode-se programar volumes diferentes Além de tudo, a distorção deve estar compatível com a música que está sendo tocada. Bossa nova, por exemplo, não combina com muita distorção. É melhor usar um som limpo ou quando muito, um “drivezinho” tipo Blues.

Segundo efeito: compressão

A compressão é um efeito que imprime uma limitação na variação da intensidade do sinal produzido pelo instrumento (volume); aumenta a sustentação do som (prolonga a duração) e o ataque das notas. A compressão também reforça o toque inicial da palheta ou unha, criando um timbre muito agradável, tanto para bases, quanto para solos. Nos pedais de compressão, os circuitos são geralmente analógicos, enquanto nos módulos e na maioria dos racks, são digitais. Pode ser questão de gosto pessoal, mas raramente gosto da compressão produzida por circuitos digitais. A compressão oriunda de circuitos analógicos é muito mais agradável ao ouvido, soa muito mais natural. Se você usa simuladores, experimente combiná-lo com compressão analógica e verá como o resultado soa melhor. O efeito da compressão tanto pode ser usado no som limpo da guitarra quanto em combinação com o efeito da distorção. Acerca dos parâmetros de regulagem, os pedais e módulos de compressão geralmente apresentam controles para ataque, sustentação e equalização, além do volume do efeito. Geralmente uso e recomendo que o ataque e a sustentação sejam usados um pouco acima do meio, porém isto varia de equipamento para equipamento, ou até do clima de uma música ou trecho dela. A equalização, de preferência, não deve alterar o timbre original do instrumento e, quanto ao volume, é melhor que esteja regulado em torno da metade da intensidade, para que o efeito não soe exagerado. Como se pode perceber, se o guitarrista usa um simulador, um módulo de efeitos ou um rack digitais, e gosta de usar compressão, deverá precisar de um pedalzinho analógico de compressão para conseguir o melhor desse efeito.

Terceiro efeito: Chorus

O chorus é um efeito produzido pela aplicação de uma repetição da nota tocada com um leve retardo (delay), e pela modulação do tempo desse retardo. O sinal original e o retardo modulando são misturados, gerando a sensação de duplicidade da nota. Na prática, o efeito chorus imprime a sensação de que estão sendo tocadas duas guitarras em uníssono e em estéreo. No caso desse efeito, já ouvi excelentes resultados, tanto com pedais analógicos, quanto com módulos e racks digitais. Portanto, recomendo o uso de chorus produzidos por equipamentos digitais, por questão de aliar à qualidade à redução de ruídos. Nos módulos e em alguns simuladores, o chorus encontra-se normalmente dentro de um diretório chamado modulation, onde se encontram outros efeitos que utilizam o mesmo princípio (flanger; phaser; tremolo; vibrato e panner). Os efeitos chorus geralmente trazem como parâmetros de edição, o delay (ou predelay), a profundidade (depth), o rate e o volume do efeito. O delay ou predelay ajusta a distância (tempo) entre o sinal original e a repetição; O depth regula a intensidade da modulação; O rate regula o ciclo de dimensão do efeito; o volume do efeito ajusta a mixagem entre o som original do instrumento e o efeito chorus. Todos os efeitos que usam o princípio da modulação podem gerar uma sensação de desafinação, se as regulagens dos parâmetros estiverem com níveis muito altos. O chorus é sempre mais agradável quando seus parâmetros estão na média. O efeito chorus soa muito bem para arpejos, mas também pode ser usado para solos. Alguns guitarristas o usam em combinação com a distorção, mas prefiro usá-lo somente com som limpo.

Quarto efeito: delay

O delay produz uma ou mais repetições do som original, com retardo, como um eco. Também para este efeito prefiro os equipamentos digitais, embora alguns pedais analógicos apresentem excelente qualidade. Às vezes combino delay analógico com digital, com tempos variados de retardo. Nos delays, normalmente podem ser ajustados os parâmetros time, feedback e level. O time ajusta o tempo de retardo entre o som original e as repetições (que varia normalmente de 10 milisegundos a 2 segundos); o feedback ajusta o número de repetições; o level serve para ajustar o volume das notas repetidas. O delay, quando regulado com tempos mais curtos, encorpam o som. Quando usados com tempos mais longos produz a sensação de eco. Nos solos, costumo usar delay, principalmente com a distorção. Regulo o delay para usar com ou sem a distorção, com time de 500 ms; feedback de 3 repetições e level 3 ou 4. Para ser usado em bases, o tempo do delay pode ser bem curtinho ou ser ajustado de acordo com o ritmo e o andamento da música, pois senão soará estranho.

Quinto efeito: reverb

O reverb é o efeito que simula o eco produzido naturalmente por paredes e forros de ambientes fechados. É o efeito que dá a sensação de se estar tocando em uma sala ou em um salão, num auditório ou em um ginásio coberto. Os melhores reverbs (mais realistas) são produzidos por circuitos digitais. Os equipamentos de reverb são sistematizados por tipos de reverberação. O músico pode escolher a simulação de room (quarto); hall (sala de concertos ou teatros) ou plate (ginásio). Cada tipo irá produzir um reverb com tempo menor ou maior, respectivamente. Na maioria dos reverbs, pode-se ajustar os tipos de reverb, os seus tempos e o volume do efeito. Nos aparelhos mais sofisticados, pode-se regular também o damping, ou seja, o grau dos componentes agudos de um som reverberado. Como usar reverb? Depende do tipo de ambiente que se quer simular. Posso dizer ainda que, em músicas mais lentas, é melhor usar reverbs com tempos maiores. Em músicas mais rápidas, reverbs com tempos menores ou nenhum reverb. E mais, o reverb “adocica” o som. Torna-o mais suave. Portanto, se você quer tornar a distorção mais “light”, use reverb com ela. Senão, deixe-a mesmo mais agressiva, sem nenhum outro efeito ou somente com delay. O reverb deve estar com volume regulado para soar com intensidade inferior às notas originais, para não ficar irreal ou exagerado.

Sexto efeito: wah-wah

Quem disse que esse efeito está fora de moda? Esse e os outros cinco efeitos comentados anteriormente neste artigo são os mais usados pelos guitarristas. O wah-wah é um efeito, criado nos anos sessenta, que produz sons semelhantes ao ditongo vogal “ua” produzido pela voz humana. Na maioria dos equipamentos é acionado por pedais, que contém potenciômetros reguláveis para produzir o efeito, pela alternância de posições. Em equipamentos digitais, o wah-wah pode ser programado para ficar automático, sem o controle da alternância por pedal. O efeito wah-wah é melhor quando analógico, pois o som é mais contínuo, sem hiatos. O wah-wah pode ser usado em bases, principalmente em músicas mais dançantes, ou em solos, com ou sem distorção.

Sétimo efeito: noise gate ou (noise supressor)

O noise gate é o efeito projetado para eliminar ruídos gerados por fontes, cabos e outros aparelhos, quando o guitarrista não está tocando (quando nenhuma nota estiver soando). É muito bom usar um noise gate quando se trabalha com set de pedais ou combinação entre equipamentos analógicos e digitais. Os noise gate possuem, em geral dois parâmetros: o threshold e o release. O threshold serve para ajustar o volume a partir do qual o noise gate será acionado. Sabe-se que, quando uma nota ou acorde é tocado em uma guitarra, o volume tende a diminuir com a duração da nota. Com o threshold, pode-se regular um nível de volume que corresponda ao momento em que os ruídos aparecem e o som da nota está mais fraco. O release ajusta o tempo que o noise gate leva para eliminar definitivamente os ruídos, depois de acionado. É importante dizer que o efeito noise gate altera, ainda que suavemente, o timbre original da guitarra ou dos outros efeitos. Portanto, não se deve regular o threshold com nível muito alto.

Outros efeitos

Existem vários outros efeitos (flanger, phaser, Detuner, Pitch-Shifter, Whammy etc.) que o guitarrista pode usar em sua execução. Em todos eles, a regra geral é evitar o exagero no ajuste dos parâmetros.


Pedais e racks ou módulos?

Os primeiros equipamentos especialmente projetados para efeitos, usados por guitarristas foram os pedais. Praticamente, eles reinaram até o final dos anos 80. Os pedais são, em geral, analógicos, porém alguns possuem circuitos digitais. Os módulos de efeitos vieram mais modernamente para oferecer as vantagens de combinar e integrar uma variedade de efeitos à redução de ruídos devido à ausência de cabos de ligação e à utilização de efeitos redutores de ruído. Outra vantagem é que os módulos são programáveis, isto é, o músico pode ajustar diferenciadamente os efeitos que quer, e armazená-los em bancos (patches) para serem usados em dados momentos. Existem módulos muito bons, porém nunca se conseguirá os timbres que se deseja com apenas um equipamento ou marca. Os fabricantes produzem equipamentos que oferecem os mesmos efeitos, mas eles não são iguais. Eu recomendo escolher um bom módulo, que lhe satisfaça com relação aos efeitos delay, reverb, chorus e noise gate, e complementar o set com pedais, preamplificadores valvulados ou racks que possam responder bem quanto à distorção, à compressão, ao wah-wah e outros efeitos desejados.

Como organizar os efeitos?

Nessa “matemática”, a ordem dos fatores altera o resultado. Deve-se definir o que vem primeiro e o que vem por último. O primeiro a receber o sinal da guitarra deve ser o preamplificador valvulado. Em seguida pode-se posicionar o wah-wah e depois o compressor. Seguindo-se a esses, podem ser colocados os outros efeitos, terminando com o noise-gate.

Enfim, há muito mais a falar sobre o assunto, porém espero que tenha contribuído para minimizar as dúvidas e os problemas gerados por mau manuseio de pedais, racks, simuladores e outros equipamentos eletro-eletrônicos na produção de efeitos para o som de guitarras. E lembre-se que o músico cristão é um ministro de Deus, que serve a Ele e aos irmãos, com seus talentos e dons. Os sons que você produz na guitarra devem agradar a você mesmo e também aos outros. Que Deus abençoe o seu talento e sua vida em geral.


Márcio Rocha é um dos fundadores do Instituto Ser Adorador (ISA). É cristão, membro da Igreja de Cristo na Aldeota em Fortaleza; guitarrista, compositor, arranjador e produtor, além de engenheiro civil. Saiba mais sobre ele indo para o “Quem Somos”.
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